A PALAVRA ELÉTRICA VOL.1

sábado, 7 de novembro de 2009

MixTape 21: MixTapes

MixTape 21: MixTapes

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Festival Outubro Independente-Freak Out muzik

os freaks na biblioteca em SP:

a esquerda, o charme e elegancia- de Nikity pro mundo- Dj Robhinson

ao centro, o "crooner" Byra Dorneles

a direita, o enfant terrible das guitarras, Adriano Imprinting.

Torquato Neto e Allan Wats baixaram na hora de Go back:

nao quero ver aquilo que ja sei de sobra!



a gente se divertiu a vera !!!!!



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Freak Out Muzik em São Paulo dia 17 de Outubro


Biblioteca Alceu Amoroso Lima


Dia 10

Sarau: Sérgio Vaz e convidados
Entrada Franca

O  poeta Sérgio Vaz, um dos precursores da nova literatura nascida na periferia de São Paulo, é um dos fundadores da Cooperifa: sarau que reúne toda semana centenas de pessoas para falar e ouvir poesia no bar Zé Batidão, em Piraporinha. Neste dia, Sérgio traz para a biblioteca um pouco do que acontece em um dos maiores saraus da cidade. Sábado, 18h.

Dia 17

Freak Out Muzik + Tranqueiras Líricas
Entrada Franca

Ao juntar poesia declamada a batidas eletrônicas, efeitos de dub, além das linhas de baixo que remetem ao funk e ao reggae, temos como resultado a Palavra Elétrica do Freak Out Muzik: um coletivo de profissionais de áudio que não produz necessariamente o formato canção. Valendo-se de bases rítmicas seqüenciadas e climas harmônicos, seus integrantes têm como proposta a valorização da palavra, com referência no trabalho dos poetas Torquato Neto e Jack Kerouac. Com: Byra Dorneles (voz) e Miguel Stavele (bases e programações).Tranqueiras Líricas: Considerado um dos principais nomes da nova poesia brasileira, o poeta Marcelo Montenegro apresenta espetáculo em que a palavra escrita se funde ao jazz e ao rock´n´blues. Com: Fábio Brum (guitarra), Fábio Pagoto (baixo) e Rick Vecchione (bateria). Sábado, 18h.

Poesia Visual + Grafite: com Coletivo Dulcineia Catadora

* Inscrições para as oficinas, pessoalmente ou através do telefone 3082 5023, de segunda a sexta, das 9 às 19h. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição. Todas as atividades dão gratuitas.

Coletivo Dulcineia Catadora

Dulcinéia Catadora é um coletivo que edita livros com capas de papelão. Conta com a participação de escritores, artistas, catadores e filhos de catadores. Participam também das oficinas adolescentes em situação de risco, morando em abrigos de menores e pessoas com problemas mentais. Vários são os escritores que colaboram na seleção de textos e/ou na divulgação do coletivo, como Glauco Mattoso, Marcelino Freire, Joca Reiners Terrón, Carlos Rosa, Xico Sá e Douglas Diegues.

Nos meses de outubro e novembro, o coletivo Dulcinéia Catadora promove, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, projeto centrado na poesia visual, que consiste na realização de uma oficina de criação de poesia visual e outra de grafite, com a transposição de poesias visuais para um suporte diferente: placas de papelão.

Essa forma de apresentação funde linguagens diversas e abre possibilidades de criação que juntam universos distantes, com resultados inéditos - um trabalho calcado no experimentalismo, uma tentativa de trabalhar com linguagens híbridas. Serão montados cem exemplares do livro com a produção das oficinas, com capas de papelão, distribuídos aos participantes das oficinas na data de encerramento das atividades.

Haverá também uma exposição dos trabalhos realizados, com abertura marcada para o dia 21 de novembro, às 14 horas, que integrará as atividades da Balada Literária.

Endereço: Rua Henrique Schaumann, 777. Pinheiros 05413-021 São Paulo, SP Tel.: 11 3082-5023




Veja o Freak Out Muzik Aqui:

FREAK OUT MUZIK from Palavra Elétrica on Vimeo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Raul Seixas-Por Byra Dorneles




Raul Seixas-o cachorro-urubu- vai morrer!!!

Todo jornal que eu leio, me diz que a gente já era, que já não é mais primavera,

Oh babe, a gente ainda nem começou!


Acabei de chegar de um show-festa em homenagem a Raul Seixas pela passagem de seus 20 anos, ausente. Raul nunca foi tão presente como nesses anos pós-morte. Eu não me recordo dele em vida, ali no meio dos anos 80 com tanto falatório em torno de sua obra. Me instiga isso. Quando Raul morreu meu filho e minha mulher não tinham nem 10 anos ainda. Meu filho não conta porque ele ouvia John Coltrane, Sonny Rollins, Paul Mc Cartney e Planet Hemp e algo de funk estadunidence que hoje, eu acho que não tinha preparação didática pra entender aquele inferno.

Jáa minha mulher é retrô por nascença. Conhece mais a musica dos anos 60 do que eu que vivi e ouvi, próximo, Crosby, Still, Nash e Young e Buffallo Springfield. Então eu entendo porque ela passou a ouvir a velharia dos 60 após se deparar com Nirvana e se perguntou de onde vinha todo aquele som.

Eu assisti um show do Raul no meio dos anos 70, acho que Hollywood Rock, no estádio de Remo da lagoa, no Rio, em que ele abriu pro Erasmo e Rita Lee, se não me engano. Ele cantou a metade do show encapuzado, tinha um guitarrista que dirigia com maestria a anarquia alquímica sonora que Raul propunha. Ele fechava o show lendo o manifesto, enorme, da Sociedade Alternativa. Nesse evento ele contava a estória que sempre achei inverossimel de seu encontro com Lennon e Yoko ( com Paulo Coelho) quando fomentavam a criação do pais imaginário, a Nutopia.

Após esse show do Estadio de Remo ele foi levado pro aeroporto, deportado, pela ditadura do Médici. Ele lidava constantemente com essa ameaça da repressao , uma questão de escolha. O cara que não estava acostumado aos códigos pré-estabelecidos. Não se se encaixava em nenhuma forma de organização dentro da MPB standartizada, caricatual ou do Rock B. Ou não. Lógico que seria preterido e ejetado pela clã baiana. ( Vide Sérgio Sampaio)

Novamente- o que me instiga? o que essa geração mais nova procura ou vê em Raul? Uma saída pro marasmo de suas vidas classe media com pão e manteiga?


?Babe, O que houve na França vai mudar nossa dança?


A espera de um mártir (como Cobain e Morrison) que morra sozinho viciado em éter e alcoólatra porque não tinha mais reconhecimento do seu trabalho, tanto pelas gravadoras quanto o seu publico que minguava a todo show? É a eterna espera de um avatar, de um salvador, enquanto todos ficam no poltronismo da TV , dando o valor póstumo ao um cara que morreu sozinho e pobre. Realmente não entendo.

Como disse James Joyce, Raul foi guiado por uma utopia, de esperança,de desespero, comovida, buscando agudamente a transfiguração da linguagem poética, no inicio com Paulo Coelho (sim, o mago!)

Na obsessão com os limites, falando na sua propria lingua -e sendo estrangeiro- que no final os homens dilaceraram porque era inempregável , excluído e sem préstimo ao estado global (da globo) ou a sociedade?


Preste atenção, e dê o devido valor ao cara enquanto vivo, porque Raul vai morrer!!!!


ps: pra Georgete e Raul Miguel, o filho que teremos.